A termometria é o exame de rotina da massa de grãos. Como todo exame, o valor isolado diz pouco: 28 °C pode ser normal em fevereiro e um alarme em julho. A leitura que importa é a tendência — quanto subiu, em quanto tempo, e em qual região do silo.
Três padrões que pedem ação
- Aquecimento localizado em um único sensor: foco de deterioração ou infestação começando; inspecione e programe transilagem se persistir.
- Subida lenta e generalizada: massa acompanhando o ambiente ou aeração insuficiente; revise o plano de aeração antes que vire problema.
- Subida rápida após chuva ou carregamento: entrada de grão úmido ou infiltração; aja em horas, não em dias.
A rotina que funciona
Leitura diária em safra e a cada dois ou três dias fora dela, sempre registrada — termometria sem histórico é termômetro, não termometria. Defina limites de alerta por produto e por época do ano, e vincule cada alarme a uma ação: inspeção, aeração, transilagem ou expedição antecipada.

O custo de uma transilagem preventiva é conhecido. O custo de um foco que virou crosta, não.
No fim, termometria bem conduzida é um seguro barato: ela não impede o grão de aquecer, mas garante que ninguém seja pego de surpresa.


